O Deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), teve o registro de candidatura à reeleição indeferido por unanimidade; defesa promete recorrer ao TSE
Por Portal Voz Ativa News
Salvador, 15 de setembro de 2026
A corrida eleitoral na Bahia ganhou um novo capítulo de forte repercussão nesta segunda-feira (14). O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) indeferiu, por unanimidade, o registro de candidatura do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), que pretendia disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia.
A decisão atende a uma ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e coloca a candidatura do parlamentar em uma situação delicada às vésperas das eleições.
Decisão cita investigação sobre organização criminosa
Durante o julgamento, o relator do processo, desembargador Moacyr Pitta Lima, apontou elementos presentes nas investigações que, segundo o processo, relacionariam Binho Galinha a uma organização criminosa armada com atuação em Feira de Santana e região.
O MPE fundamentou o pedido de impugnação em elementos provenientes de investigações relacionadas às operações El Patrón, Hybris e Estado Anômico, que apuram suspeitas envolvendo crimes como jogo do bicho, agiotagem, extorsão, receptação de cargas e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público também citou uma condenação do deputado a 36 anos e 9 meses de prisão por crimes relacionados à posse ilegal de armas e munições.
Binho Galinha está preso desde 2025
O parlamentar está preso desde outubro de 2025, após se entregar às autoridades durante o desdobramento das investigações da Operação Estado Anômico. Ele também responde a ações penais relacionadas à Operação El Patrón.
A situação ganhou ainda mais peso político porque Binho Galinha é apontado como integrante da base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues, o que faz a decisão do TRE-BA repercutir diretamente no cenário político baiano.
Defesa promete recorrer
Apesar da decisão do TRE-BA, a disputa jurídica ainda não terminou. A defesa de Binho Galinha anunciou que pretende recorrer às instâncias superiores da Justiça Eleitoral, incluindo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os advogados contestam o enquadramento apresentado pelo Ministério Público e sustentam que as acusações relacionadas à organização criminosa ainda não possuem condenação criminal definitiva.
Ou seja: neste momento, a candidatura está indeferida pelo TRE-BA, mas ainda existe possibilidade de recurso.
O impacto político
A decisão abre mais uma frente de debate sobre os critérios utilizados pelos partidos para escolher seus candidatos e sobre a responsabilidade política de grupos que apoiam nomes envolvidos em processos judiciais.
E, no caso da Bahia, a pergunta inevitavelmente chega ao campo político:
Até que ponto uma decisão judicial envolvendo um aliado pode afetar a imagem de um grupo político durante uma eleição?
O caso de Binho Galinha ainda deve render novos capítulos nos tribunais e também muita discussão nos bastidores da política baiana.
E você, o que pensa sobre essa decisão do TRE-BA?
A Justiça Eleitoral acertou ao barrar a candidatura ou a decisão deveria aguardar o fim dos processos criminais?
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